Jun 10
2008

O sistema de hedge (proteção) da Air France tem contribuído significativamente para amenizar os problemas causados pela alta do petróleo. Para a empresa, se o preço médio neste ano se estabilizar em US$ 120 o barril, ela poderá fechar o ano com lucro operacional de 1 bilhão de euros. O valor, porém, ainda é de 400 milhões de euros inferior ao registrado ao fim do ano fiscal de 2007 /2008, encerrado em março.

“Temos obtido bons resultados com nossas operações de hedge nos últimos anos”, disse o vice-executivo-chefe da empresa, Pierre-Henry Gourjeon. Segundo ele, esse é o benefício do programa de hedge de longo prazo, instituído há oito anos. Por meio desse esquema, a aérea trava seus preços de petróleo de forma gradual, para os próximos quatro exercícios. “Em um ano, temos hedge para 80% de nosso consumo. No seguinte, 60%; depois 40% e, por fim, 20%”, disse Gourjeon. A diferença economizada - ou, como nos últimos anos, o ganho com essas operações - é utilizada, segundo Gourjeon, também para financiar a aquisição de aeronaves mais novas e eficientes.

Para o CEO da Air France, Jean-Cyril Spinetta, a troca de aeronaves na frota tem sido muito importante para melhorar a eficiência do negócio. Segundo ele, de 1998 até hoje, a renovação de frota levou a uma redução no consumo de combustível em 850 mil toneladas por ano. Isso representa cerca de 12% do uso atual e gera economia de 1 bilhão de euros por ano em custos.

Desde 2000, a taxa de consumo por passageiro, a cada 100 km percorridos, caiu de 4,51 litros para 3,95 litros em 2006. A meta é chegar a 3,65 litros até 2012. “A situação hoje, com o barril a US$ 130, é muito diferente daquela de pouco tempo atrás, com o barril girando em torno de US$ 60″, disse Spinetta. “As fabricantes de motores (para aviões de médio curso) não têm se adaptado a isso ainda, mas terão de fazê-lo pois a mudança veio para ficar”, acrescentou.

Veículo: Valor Econômico

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