Jun 10
2008

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras apresentou sua imagem corporativa na semana passada. A ação encerra a primeira fase da criação da companhia, que começou com o concurso Você Escolhe e deu a oportunidade do público escolher e votar em qual seria o nome da empresa. A marca da Azul é a representação do mapa do Brasil, com formas estilizadas e coloridas destacando os Estados brasileiros. “O mapa é a representação clara, expressa, de nosso orgulho em servir o Brasil e a intenção de integrar todo o País”, afirmou o chairman da Azul, David Neeleman. A Azul ainda não apresentou seu plano de vôo, mas garantiu o início para janeiro, pois em dezembro já recebe três das 22 aeronaves da Embraer, que chegam até 2010.

Durante a apresentação da marca da Azul, um dos assuntos mais debatidos foi a questão da alta do combustível em todo o mundo, o que tem levado as empresas americanas, como a Jet Blue, fundada por Neeleman, a frear seus planos de crescimento. Segundo Neeleman, a alta do petróleo não muda os planos da Azul no Brasil. A empresa garante ter feito todos os cálculos e estimativas e mesmo que o barril chegasse a US$ 200, patamar previsto pelos mais pessimistas, “os números da Azul bateriam”. “O alto custo do combustível será combatido com avião lotado”, disse o vice-presidente da empresa, Gianfranco Beting. Cerca de 20 executivos e mais 20 assistentes já foram contratados pela Azul, entre eles Miguel Dau, ex-Varig, agora COO (chief operator officer) e Paulo Nascimento, ex-Gol, que será diretor de Tecnologia. Alguns executivos vieram defpra. “Recebemos 30 mil currículos, mas ainda não analisamos nenhum. Estas contratações fazem parte de uma primeira seleção, onde pegamos o melhor em cada departamento”, explicou Neeleman.

DUOPOLIO

Gianfranco Beting, durante evento no Rio, fez também uma avaliação do mercado dizendo que a empresa inicia suas atividades em um mercado extremamente competitivo e onde apenas duas empresas detêm 92% da participação do mercado. Beting isentou as empresas da culpa pelo duopólio na aviação comercial brasileira, mas disse que a Azul está chegando para acabar com essa situação. “Entendemos que esse duopólio não foi dado às empresas. Foi uma conseqüência do próprio comportamento do setor”, disse. “É bom destacar que não queremos chegar para pegar a fatia de mercado das empresas que já atuam, queremos aumentar o bolo” completou Beting.

Veículo: Panrotas

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