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Jun 23
2008 |
A Continental Airlines e a United Airlines se comprometeram ontem a estabelecer uma parceria de cooperação para ligar suas redes e serviços em todo o mundo. Segundo as duas empresas, a parceria seria muito mais profunda que os acordos comuns de operação compartilhada. Além do esboço do acordo, a Continental ainda afirmou que irá deixar a aliança operacional SkyTeam e se juntar à rival Star Alliance, da qual a United é integrante. Esse é o primeiro passo das duas para formatar um acordo abrangente de joint ventures com outras companhias da aliança para operação das rotas transatlânticas e para a América Latina e Ásia. O acordo vem poucas semanas após as duas companhias terem rejeitado a possibilidade de uma fusão, como a fechada entre a Delta Air Lines e a Northwest Airlines. A parceria, portanto, manterá as duas empresas como entidades separadas, cada qual com sua marca. Mesmo assim, de acordo com o executivo-chefe e presidente do conselho da United, Glenn Tilton, esse acordo “vai muito além dos contratos tradicionais de parceria operacional (code share)”. No segmento doméstico, as duas planejam coordenar conjuntamente seus processos de reservas, emissão de bilhetes, check-in, conexões e transporte de bagagens. Com a mudança para a Star Alliance, a Continental pedirá que o Departamento de Transportes (DoT, na sigla em inglês) dos EUA estenda para ela a imunidade anti-truste concedida pelo órgão à aliança operacional. Além da United, a Lufthansa, a Air Canada e outras seis empresas são beneficiadas atualmente por essa imunidade. “Isso permitirá que a Continental estabeleça joint ventures transatlânticas e internacionais com outros membros da Star Alliance e que incluirão faturamento conjunto”, afirmou a companhia em nota. Desde a fusão entre a Delta e a Northwest, a Continental vinha avaliando a possibilidade de sair do SkyTeam, uma vez que as duas também integram a aliança. “Em um negócio de rede, há um valor significativo a ser ganho com a ligação de grandes malhas para oferecer uma cobertura realmente nacional e para expandir o alcance global”, disse o presidente do conselho e executivo-chefe da Continental, Larry Kellner. Veículo: Valor Econômico |









