A contenção de despesas decorrente da crise está levando as empresas a diminuírem também os valores destinados a viagens corporativas. Flávio Mesquita, diretor comercial da Amadeus, companhia que desenvolve soluções para o mercado de viagens e turismo, diz que, na percepção da sua empresa, que lida diretamente com diversas agências corporativas, nos últimos dois meses houve uma forte redução dos gastos com esse tipo de deslocamento. Mesquita conta que uma companhia do setor de tecnologia da informação chegou a suspender as viagens executivas em todos os níveis. “Para você ter uma idéia, o presidente da empresa fez um vôo usando seu próprio plano de milhagem“, exemplifica.

Mas os gastos corporativos com viagens já eram motivo de preocupação para os executivos financeiros antes mesmo da eclosão da crise mundial. Segundo estudo desenvolvido pela própria Amadeus, 60% dos gestores dizem-se insatisfeitos com a gestão do investimento em viagens. Para eles, tecnologias capazes de melhorar a produtividade dos funcionários em trânsito e garantir a excelência dos serviços deveriam ser as prioridades. O estudo foi feito em julho de 2008, com 120 altos executivos financeiros, na Europa, nos Estados Unidos, na Ásia e no Pacífico.

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Na pesquisa, 60% dos CFOs (Chief Financial Officer) entrevistados dizem-se insatisfeitos com a gestão do investimento em viagens nas empresas. Tecnologias para melhorar a produtividade dos funcionários em trânsito e garantir a excelência dos serviços deveriam ser as prioridades

  • Cerca de 2/3 dos CFOs entrevistados enxergam as ferramentas de self-booking (63%) e de geração automática de relatórios de despesas (66%) como de médio e alto potencial de economia;
  • CFOs esperam que os gestores de viagens priorizem a produtividade dos executivos em todas as etapas da viagem.
  • 71% dos CFOs acreditam que é muito importante integrar tecnologia de viagens com sistemas de gerenciamento de gastos – no entanto, somente 18% de suas empresas têm esses sistemas realmente integrados.
  • Três em quatro CFOs acham que os gestores de viagens deveriam priorizar um melhor relacionamento com os provedores. Uma visão unificada das políticas de viagem através de toda a organização permitiria uma maior influência sobre esses fornecedores e ajudaria os departamentos financeiros a obter.

Nosso objetivo com esse estudo é desvendar como os departamentos de finanças e de gestão de viagens podem trabalhar juntos de maneira mais eficiente e qual o papel que a tecnologia pode representar nessa união de forças”, afirma Frank Palapies, responsável pelas Operações Comerciais Globais da Amadeus. “Ficou clara a discrepância existente entre a manutenção dos níveis de qualidade dos serviços e o controle de gastos e é, justamente aí, que a tecnologia trabalha a favor, proporcionando ferramentas que aumentam a transparência, eficiência e gestão dos programas de viagens”, completa.

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