24 de Junho de 2008

Azul busca crédito

A Azul Linhas Aéreas, que deve começar a voar no Brasil no início de 2009, busca US$ 250 milhões para financiar a compra de 37 aeronaves da Embraer. Segundo David Neeleman, empresário americano fundador da companhia, há conversas em andamento com o BNDES e instituições européias. A preferência é por linhas de financiamento em reais, para evitar o risco de variações cambiais, informou a Bloomberg.

Veículo: Valor Econômico

20 de Junho de 2008

Trip usará jatos Embraer em rotas regionais longas

A Trip Linhas Aéreas confirmou ontem a compra de aviões da Embraer, num movimento que deverá permitir à companhia de vôos regionais alcançar novos mercados. São cinco pedidos firmes do modelo EMB 175, no valor de US$ 167,5 milhões segundo o preço de tabela, conforme o Valor antecipou. A Trip tem ainda dez opções e outros 25 direitos de compra (sem data de vencimento), que se exercidos elevam o montante do negócio a pouco mais de US$ 1 bilhão.

Os cinco aviões confirmados devem ser entregues ao longo de 2009. Configurados com 86 assentos, eles serão usados pela Trip nas rotas mais longas, onde o uso de jatos faz mais sentido porque proporciona tempo menor de viagem. Hoje, a empresa só opera aviões turboélice da fabricante franco-italiana ATR. O foco da companhia são as cidades de médio e baixo tráfego, que muitas vezes não contam com nenhum tipo de serviço aéreo regular.

José Mário Caprioli, presidente da Trip, citou a rota Londrina-Manaus, de forma hipotética, para exemplificar o tipo de mercado que a empresa poderá explorar. Os turboélices serão usados nas rotas mais curtas. “Em uso de combustível, o turboélice é mais eficiente. Mas a partir de uma certa distância, o jato traz vantagens, compensando o gasto com combustível em outros itens”, disse Caprioli. Embora não concorra diretamente com a TAM e a Gol, hoje dominantes no setor com a operação de aviões com mais de 140 assentos, a Trip pode vir a enfrentar a Azul, do empresário David Neeleman, que começa a voar em 2009 com aviões da Embraer com 118 assentos, em rotas de média densidade.

A Trip planeja exercer todas ou boa parte das opções de compra em 2009 e os direitos de compra em 2010. Até 2011, a empresa quer ter 41 aeronaves, sendo que 16 delas serão EMB 175. Se o plano for cumprido, a Trip conseguirá multiplicar seu tamanho por cinco em cinco anos. Em 2006, a companhia operava oito aeronaves. Até o fim deste ano, deverá ter 20.

Operando em 60 cidades e com meta de elevar esse número para 100 até 2010, a Trip tem como estratégia firmar alianças com companhias aéreas que operam em rotas de maior fluxo, num sistema em que a empresa regional alimenta os vôos das linhas chamadas de “troncais”. Por enquanto, existe acordo firmado com a TAM.

“A aviação regional tem um enorme espaço para se desenvolver no Brasil”, afirmou Caprioli. Segundo ele, em países como os EUA o segmento responde por 25% da capacidade da indústria aérea. No Brasil, a fatia é de 2%. A Trip tinha 0,95% de participação em oferta doméstica no mês de maio.

Veículo: Valor Econômico

10 de Junho de 2008

Azul apresenta marca e quer começar a voar em janeiro

A Azul Linhas Aéreas Brasileiras apresentou sua imagem corporativa na semana passada. A ação encerra a primeira fase da criação da companhia, que começou com o concurso Você Escolhe e deu a oportunidade do público escolher e votar em qual seria o nome da empresa. A marca da Azul é a representação do mapa do Brasil, com formas estilizadas e coloridas destacando os Estados brasileiros. “O mapa é a representação clara, expressa, de nosso orgulho em servir o Brasil e a intenção de integrar todo o País”, afirmou o chairman da Azul, David Neeleman. A Azul ainda não apresentou seu plano de vôo, mas garantiu o início para janeiro, pois em dezembro já recebe três das 22 aeronaves da Embraer, que chegam até 2010. (more…)

4 de Junho de 2008

Neeleman reduz sua participação na Azul de 25% para 20%

O empresário David Neeleman, que nasceu no Brasil, mas ganhou fama nos Estados Unidos ao criar companhias aéreas (sendo a Jet Blue a mais famosa delas), tem 20% do capital de sua mais nova empreitada, a Azul Linhas Aéreas Brasileiras. A revelação foi feita ontem, na gravação do programa Roda Viva, da TV Cultura, com Lillian Witte Fibe, que está previsto para ir ao ar no dia 23. “Comecei com 25% de participação. Mas fiz um rearranjo para o management e agora tenho 20% das ações, mas 80% dos votos”, explicou o empresário.

A Azul nasce com um capital de US$ 150 milhões. Neeleman, por enquanto, faz segredo de seus sócios. “Só posso dizer que o (George) Soros não é. Ele é acionista da Jet Blue”, disse o brasileiro-americano, limitando-se a sorrir quando foram citados os nomes do ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga (da Gávea Investimentos), do fundo americano Weston Presidio e da Cia. Bozano, de Júlio Bozano. Minutos antes, Neeleman havia dito que chegara a analisar os números da BRA, a pedido de um investidor da companhia. “Disse a ele que o dinheiro estava perdido”. O fundo Gávea, de Fraga, é acionista da BRA.

A Azul Linhas Aéreas deve começar a operar no início de 2009, a princípio com três jatos E-195 da Embraer, que serão configurados com 118 poltronas de couro e monitores individuais com TV ao vivo. A empresa está negociando com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para que a instituição financie a compra dos jatos - o objetivo é ter acesso a uma linha de crédito em reais, para que as receitas e as despesas da companhia sejam casadas. Até agora, o BNDES financiou apenas a aquisição de jatos Embraer por companhias estrangeiras.

Respondendo às perguntas em português, Neeleman reforçou no Roda Viva que a Azul vai praticar tarifas mais baixas do que a da concorrência, com serviço diferenciado e vôos sem escalas. Diz que conseguirá fazer isso porque terá custos mais baixos. “O custo por assento do E-195 realmente é maior do que o das aeronaves usados pela concorrência”, admitiu. Ele ressaltou, porém, que esse custo não chega a ser 20% superior, como informa a concorrência. “Deverá ficar entre 5% e 6%. Mas o custo do avião é menor. Consigo atingir o ponto de equilíbrio com menos da metade do avião, ou 55 pessoas. Os concorrentes precisam de mais da metade de um avião que comporta 185 passageiros.”

Embora não faça referências diretas, vários sinais indicam que a Azul espera enfrentar maior concorrência da Gol. Quando era presidente da Jet Blue, Neeleman chegou a receber a visita de Constantino Júnior - o empresário brasileiro se inspirou na companhia americana para montar sua empresa no Brasil. Itens como serviço de bordo sem o uso de perecíveis e emissão eletrônica de bilhetes foram copiadas da Jet Blue.

“Hoje, faço a viagem de Nova York ao Brasil de TAM”, diz Neeleman, que havia chegado ontem ao país e que pretende ter a definição do nome do novo presidente da Azul até o fim desta semana. As rotas que a Azul irá operar continuam mantidas em segredo, a sete chaves.

Veículo: Valor Econômico

3 de Abril de 2008

Embratur vai investir R$ 135 milhões em promoção internacional

A presidente da Embratur, Jeanine Pires, confirmou que com a definição do orçamento da união para o setor do Turismo, o programa de promoção e comercialização internacional da Embratur contará com recursos da ordem de R$ 135 milhões. Segundo ela, a prioridade será destinada aos 12 países que constam no Plano Aquarela: Argentina, Chile, EUA, Espanha, França, Portugal, Itália, Inglaterra, Alemanha, além dos países que há escritórios EBT. Jeanine também confirmou a realização de ações na Casa Brasil em Pequim durante as Olímpiadas.

Veículo: Mercado & Eventos

25 de Março de 2008

Turistas estrangeiros gastam mais de US$ 1bilhão até fevereiro no Brasil

De acordo com dados divulgados pelo Banco Central (BC), US$ 495 milhões ingressaram na economia do País no último mês por meio do gasto de turistas estrangeiros. O valor, 19,69% superior aos US$ 414 milhões registrados em fevereiro de 2007, rende ao mês o posto de melhor fevereiro da história e de segundo melhor mês de toda a série histórica, iniciada em 1969, atrás apenas de janeiro deste ano (US$ 595 milhões).

“No ano passado já havíamos quebrado um recorde e agora temos outro. Isso significa que o nosso trabalho de divulgação do Brasil no exterior está tendo sucesso. Estamos conseguindo que o turista estrangeiro fique mais tempo e gaste mais em nosso país”, comemorou de Pequim, onde se encontra em visita oficial, a ministra do Turismo, Marta Suplicy.

Com o último resultado, o acumulado do ano chega a US$ 1,090 bilhão - sendo esta a primeira vez em que a barreira de um bilhão de dólares é ultrapassada logo no primeiro bimestre do ano. O desempenho é 21,34% maior que o mesmo período de 2007 (US$ 898 milhões) e já supera em mais da metade a receita gerada em todo o ano de 2001 (quando os estrangeiros desembolsaram US$ 1,731 bilhão no Brasil) e 2002 (US$ 1,998 bilhão).

Para a presidente da Embratur (Instituto Brasileiro de Turismo), Jeanine Pires, o volume de recursos alcançados no último mês demonstra a força da atividade turística: “É um desempenho excepcional para um mês de menos dias e confirma a consistência dos últimos resultados alcançados. Reflete um panorama de crescimento contínuo e consolidado”, avaliou.

A presidente destaca que janeiro e fevereiro são meses de grande fluxo de turistas estrangeiros no Brasil, principalmente de sul-americanos – como os argentinos e chilenos que visitam o Sul do País – e europeus.

Recorde de 2007 – Números do BC divulgados em janeiro também atestaram que o ano passado foi o melhor da história do turismo brasileiro em relação ao ingresso de divisas por meio do gasto de turistas estrangeiros. O Brasil fechou o ano com US$ 4,953 bilhões recebidos com a atividade, valor que superou em 14,75% os US$ 4,316 bilhões registrados em 2006 - até então a melhor marca da série histórica.

Veículo: Turismo em Foco

24 de Março de 2008

Embratur prevê receita no turismo de US$ 10 bilhões por ano…

Durante a apresentação do Plano Aquarela, dia 19 de março, no Rio de Janeiro, a presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Jeanine Pires, estimou que a entrada de divisas no país gerada pelo turismo internacional possa superar US$ 10 bilhões por ano até 2010. No ano passado, os gastos dos turistas estrangeiros no Brasil chegaram a quase US$ 5 bilhões. “Só no mês de janeiro deste ano a gente já teve quase US$ 600 milhões. Então, eu acho que nós vamos ter boas surpresas no caso das divisas”, previu.

Veículo: Hotel Online

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Cecília Ferrarezzi